ENGIE tem dois projetos de desenvolvimento sustentável selecionados pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas
Renováveis
A ENGIE Brasil, maior empresa privada de energia do Brasil, atuando em geração, transmissão e comercialização de energia elétrica, transporte de gás natural e soluções energéticas e de infraestrutura, teve dois projetos selecionados pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas (CEPAL) como casos de investimentos transformadores para uma economia sustentável. A chamada ocorreu no âmbito do projeto Estudos de Casos do Big Push para a Sustentabilidade no Brasil, que tem como objetivo dar visibilidade às experiências e iniciativas inovadoras que geraram resultados concretos em direção à sustentabilidade do desenvolvimento.
A partir da Chamada Aberta, foram recebidos 131 estudos de casos de investimentos para o desenvolvimento sustentável. O Comitê de Avaliação, formado por especialistas em desenvolvimento sustentável de IPEA, do governo federal e CEPAL, selecionou 60 para compor seu repositório e elencou os 15 estudos de casos mais transformadores. Os dois projetos da ENGIE selecionados foram o da Unidade de Cogeração Lages: um exemplo do potencial transformador da economia circular, coordenado por José Lourival Magri e Mario Wilson Cusatis, que utilizou resíduos da indústria madeireira local para gerar energia elétrica e vapor. A usina de Lages também está enquadrada no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo da ONU.
O outro estudo, desenvolvido em parceria com o Consórcio Machadinho, é o Sistema Agroflorestal Cambona 4: um exemplo de impulso à sustentabilidade na Região Sul do Brasil, sob supervisão de Airton José Morganti Júnior (Consórcio Machadinho), José Lourival Magri (ENGIE Brasil) e Selia Regina Felizari (Associação de Produtores de Erva-Mate de Machadinho – Apromate), que tornou o cultivo da erva-mate mais produtivo para as comunidades locais, gerando renda e emprego.
“Participamos destes dois projetos porque sabemos da importância deles para o desenvolvimento sustentável dos territórios onde estão inseridos e, principalmente, para a sustentabilidade do nosso negócio. São projetos que nos orgulham e nos incentivam a continuar investindo em ações socioambientais”, comenta José Lourival Magri, gerente de Meio Ambiente e Responsabilidade Social da ENGIE Brasil Energia.
O principal critério de elegibilidade é conseguir reportar pelo menos um indicador de cada dimensão do desenvolvimento sustentável (econômico, social e ambiental). “Como empresa líder em energia, ter dois projetos selecionados pela CEPAL é uma sinalização importante de que nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável está sendo reconhecido, e que deve ser mantido e ampliado, reconciliando interesses individuais e coletivos da sociedade, em busca do progresso harmonioso”, comenta o diretor-presidente da ENGIE Brasil Energia, Eduardo Sattamini.
Estudos selecionados:
1) Unidade de Cogeração Lages: um exemplo do potencial transformador da economia circular
Idealizada como um Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), a Unidade de Cogeração Lages (UCLA), localizada na serra catarinense e pertencente à ENGIE Brasil, tem a redução de emissões de gases de efeito estufa entre seus principais propósitos, desde o início de suas operações, em 2003. Ao utilizar resíduos da indústria madeireira local para gerar energia elétrica e vapor, a usina deu novo destino a um material com grande potencial de emissão de metano – gás de efeito estufa (GEE) até 25 vezes mais prejudicial que o dióxido de carbono (CO2). Assim, em uma década, a operação da UCLA evitou a emissão de, aproximadamente, 2,5 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.
Adicionalmente, a ENGIE buscou ampliar o impacto positivo do empreendimento, destinando as cinzas de biomassa para uso na agricultura e, em um projeto experimental, na compostagem de rejeitos orgânicos domésticos. Os resultados obtidos confirmam que o investimento em iniciativas de economia circular guarda grande potencial transformador em direção ao desenvolvimento sustentável.
2) Sistema Agroflorestal Cambona 4: um exemplo de impulso à sustentabilidade na Região Sul do Brasil
A erva-mate é uma das principais culturas do Noroeste do Rio Grande do Sul e o Oeste de Santa Catarina. Até o início dos anos 2000, sua produção obedecia aos mesmos modos adotados no período colonial brasileiro, extrativista de ervais nativos formados naturalmente em remanescentes de mata com araucária, parte da Mata Atlântica do sul do Brasil. A erva produzida tinha pouca qualidade e baixa produtividade por área trabalhada. Não havia previsibilidade na produção e tampouco na comercialização, já que os produtores não conseguiam obter uma colheita suficiente para oferecer ao mercado. Acabavam sendo procurados pelos compradores somente quando havia escassez do produto em outras regiões fornecedoras. A baixa qualidade da erva que produziam, somada à falta de organização na cadeia produtiva, resultava em baixa renda para os agricultores que dependiam economicamente da atividade para o seu sustento.
A partir de 2006, uma parceria entre a cooperativa de produtores do município de Machadinho (RS), a empresa Maesa, responsável pela implantação da Usina Hidrelétrica Machadinho na região, e outras entidades locais possibilitou uma nova forma de produção: o Sistema Agroflorestal (SAF) Cambona 4. A erva nativa que era misturada à erva plantada para a combinação do produto que se destinava à comercialização foi substituída pela variedade Cambona 4, obtida por meio de melhoramento genético. A erva-mate resultante da nova combinação tinha qualidade superior, um sabor mais suave e oferecia maior produtividade no cultivo, sanando as principais limitações até então enfrentadas pelos produtores. Com isso, agradou o mercado e tornou-se importante elemento de geração de renda e emprego para as comunidades locais.
O SAF Cambona 4 continua representando, até hoje, uma relevante iniciativa, do ponto de vista social, econômico e ambiental. Além de valorizar a agricultura familiar e fixar as famílias no campo, o projeto é uma alternativa de reposição florestal, com grande potencial de proporcionar serviços ambientais, como o sequestro de carbono. Como benefícios adicionais, gerou a proteção de cerca de 70 nascentes nas propriedades participantes.
Responsabilidade socioambiental
A chamada para o projeto Estudos de Casos do Big Push é uma parceria entre a CEPAL, a Rede Brasil do Pacto Global e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), com o apoio da Cooperação Técnica Alemã (GIZ) e da Fundação Friedrich Ebert Stiftung (FES).
O link para acessar a publicação com os casos selecionados como mais transformadores:
E aqui o link para acessar o repositório com mais de 60 estudos de casos:
Sobre a ENGIE
A ENGIE é referência mundial em energia de baixo carbono e serviços. Com seus 96.000 colaboradores, clientes, parceiros e stakeholders, o Grupo está comprometido em acelerar a transição para um mundo neutro em carbono, através do consumo reduzido de energia e soluções mais sustentáveis. Inspirada em seu propósito, a ENGIE concilia performance com um impacto positivo sobre as pessoas e o planeta se apoiando em suas atividades chave (gás, energia renovável e serviços) para oferecer soluções competitivas aos seus clientes. Faturamento em 2022: 93,9 bilhões de Euros.
No Brasil, a ENGIE, empresa líder em energia renovável do país, atua em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, transporte de gás e soluções energéticas. Com capacidade instalada própria de cerca de 10 GW em 77 usinas, o que representa cerca de 6% da capacidade nacional, a empresa possui 100% de sua capacidade instalada proveniente de fontes renováveis e com baixas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e a biomassa.
A ENGIE é também a detentora da mais extensa malha de transporte de gás natural do país, com 4.500 km, que atravessam 10 estados e 191 municípios, graças à aquisição da Transportadora Associada de Gás – TAG, concluída em 2020.Além disso, a ENGIE possui um portfólio completo em soluções integradas responsáveis por reduzir custos, emissões e melhorar infraestruturas para empresas, como ar comprimido, autoprodução solar local, biogás e biomassa, consultoria e gestão de energia, HVAC e subestações. Nas cidades, atuamos como parceira para tornar os espaços urbanos mais eficientes e sustentáveis, com soluções de iluminação pública, mobilidade elétrica e de district cooling.
Contando com 2.400 colaboradores, a ENGIE teve no país em 2022 um faturamento de R$ 12,8 bilhões.
A ENGIE está presente na B3 por meio de sua empresa de geração e comercialização de energia cujo ticker é o EGIE3. Na B3, a ENGIE integra o Novo Mercado, além de ser uma das únicas companhias listadas no Índice de Sustentabilidade Empresarial desde o início do ISE, em 2005. Em 2021, a B3 incluiu os papeis da ENGIE no Índice Carbono Eficiente (ICO2), composto pelas ações das empresas participantes do IBrX 100 que possuem maior transparência em relação ao reporte das emissões dos GEE e de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
O Grupo é negociado nas bolsas de Paris e Bruxelas (ENGI), sendo representado nos principais índices financeiros (CAC 40, Euronext 100, FTSE Euro 100, MSCI Europe) e índices não financeiros (DJSI World, Euronext Vigeo Eiris – Europe 120/France 20, MSCI EMU ESG screened, MSCI EUROPE ESG Universal Select, Stoxx Europe 600 ESG-X).