ENGIE Brasil Energia registra Ebitda ajustado de R$ 1,5 bi no 2T21
Renováveis
Destaques:
- Receita operacional líquida alcançou R$ 3,1 bilhões no período, 16,6% acima do apurado no 2T20.
- Ebitda ajustado por efeitos não recorrentes atingiu R$ 1,5 bilhão.
- Lucro líquido totalizou R$ 319 milhões no trimestre, impactado negativamente principalmente pela atualização das concessões a pagar pelo IGP-M e pelos efeitos não recorrentes.
- Produção de energia elétrica nas usinas operadas pela Companhia foi de 7.242 GWh no 2T21, 51,4% superior à produção do 2T20.
- O Conselho de Administração aprovou a distribuição de dividendos equivalentes a 100% do lucro líquido ajustado no primeiro semestre de 2021.
- A venda do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda teve evolução positiva no período e a Companhia estuda oportunidades de transação com partes relacionadas para substituição da capacidade de geração térmica por geração renovável.
A ENGIE Brasil Energia (EGIE3) registrou receita operacional líquida de R$ 3,1 bilhões no segundo trimestre de 2021, resultado R$ 446 milhões (16,6%) acima do apurado no mesmo período do ano passado, dos quais R$ 342 milhões motivados pelo segmento de transmissão. O Ebitda consolidado atingiu R$ 1,4 bilhão, queda de 4,4% (R$ 63 milhões) em comparação ao ano anterior. Desconsiderando efeitos não recorrentes, a variação passaria de um efeito negativo para um positivo de R$ 252 milhões (alta de 19,7%), mesmo diante de um cenário hidrológico desafiador.
Já o lucro líquido totalizou R$ 319 milhões no trimestre (-58,4% em comparação ao 2T20) e R$ 848 milhões no semestre (-33,6% comparado ao 1S20). “A queda do lucro líquido foi motivada principalmente pelo impacto do IGP-M sobre as concessões a pagar e pelo impairment sobre o investimento no Complexo Termelétrico Jorge Lacerda registrado no trimestre. Excluindo-se efeitos não recorrentes, o lucro líquido reduziu 28,0% no comparativo entre o 2T21 e o mesmo período de 2020, totalizando 13,5% na comparação do primeiro semestre”, ressaltou o Diretor Financeiro da ENGIE Brasil Energia, Marcelo Malta.
A mesma aceleração da inflação que impacta na correção das concessões, está gerando aumento no preço médio de venda de energia, com consequente incremento na receita da energia vendida. No 2T21, o preço médio de venda de energia atingiu R$ 205,35/MWh, 4,9% superior ao obtido no 2T20. A quantidade de energia vendida em contratos manteve-se estável entre os períodos comparados, tendo reduzido 0,4%.
No 2T21, as usinas operadas pela ENGIE Brasil Energia atingiram índice de disponibilidade de 97,3%, desconsiderando-se as paradas programadas, sendo 99,9% nas usinas hidrelétricas, 85,8% nas termelétricas e 92,1% nas usinas de fontes complementares — PCHs, biomassas, eólicas e fotovoltaicas.
A produção de energia elétrica nas usinas operadas pela Companhia foi de 7.242 GWh no 2T21, 51,4% superior à produção do 2T20. Do total gerado, as usinas hidrelétricas foram responsáveis por 4.464 GWh; as termelétricas, por 1.466 GWh; e as complementares, por 1.312 GWh. Esses resultados representam, respectivamente, elevações de 59,5%, 64,5% e 19,9% na geração das usinas hidrelétricas, termelétricas e complementares, em comparação ao 2T20.
“Evoluímos no desempenho operacional mesmo diante do mais desafiador cenário hidrológico dos últimos 91 anos. O avanço da operação comercial de Campo Largo II, combinado com a alta incidência dos ventos na Região Nordeste, contribuiu para o incremento da geração eólica no período”, destaca o Diretor-Presidente e de Relações com Investidores, Eduardo Sattamini. “Além disso, estamos colaborando para a descarbonização da matriz elétrica brasileira com a entrada em operação antecipada das linhas de transmissão de Gralha Azul e Novo Estado em relação ao prazo limite do contrato de concessão, assegurando a chegada da energia gerada a partir de fontes renováveis para seus mercados consumidores”, complementa o executivo.
A posição de caixa segue confortável, na ordem de R$ 5,1 bilhões, e a relação dívida líquida/Ebitda permanece em níveis reduzidos de 1,9x. A previsão de investimentos para o ano se mantém em R$ 3,7 bilhões.
O Conselho de Administração da Companhia aprovou a distribuição de dividendos intercalares adicionais de R$ 789,5 milhões (R$ 0,9676321449/ação), equivalente a 100% do lucro líquido ajustado do primeiro semestre de 2021.
Venda dos ativos a carvão e substituição da capacidade térmica por renovável
Em linha com a estratégia global do Grupo ENGIE para descarbonização do portfólio com o objetivo de direcionar investimentos para energia renovável e infraestrutura, a ENGIE Brasil Energia evoluiu nas negociações de venda dos seus ativos a carvão no Brasil.
Neste período, houve avanço significativo na negociação de venda do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda para a FRAM Capital, cuja proposta deve evoluir para a assinatura do contrato de venda até o final de agosto de 2021, embora ainda com condições precedentes a serem cumpridas. Além disso, o processo de venda da Usina Termelétrica Pampa Sul continua seguindo sua programação, com expectativa de conclusão ainda neste ano.
Com o objetivo de promover a substituição gradual da capacidade termelétrica pela geração a partir de fontes renováveis, foi instalado pelo Conselho da Administração um Comitê Especial Independente para Transações com Partes Relacionadas, cuja responsabilidade é avaliar a aquisição dos Conjuntos Fotovoltaicos Paracatu (MG) e Floresta (RN), com capacidade instalada total de 259,8 MWp. Os ativos foram contratados pelo prazo de 20 anos no 2º Leilão de Energia Renovável de 2015, pela Solaire Direct, empresa adquirida pelo Grupo ENGIE naquele ano.
Maior geração de fonte eólica
O Conjunto Eólico Campo Largo II alcançou 68,6% do total previsto da sua capacidade instalada ao agregar 168 MW ao parque gerador da Companhia no 2T21. Hoje 8 dos 11 parques eólicos já iniciaram operação comercial e a expectativa é que o empreendimento esteja apto para operação comercial integral ainda no mês de agosto de 2021.
Este incremento na capacidade de geração eólica, combinado com a alta incidência de ventos na Região Nordeste, motivou o atingimento de um recorde histórico para a Companhia em 22 de julho, quando registrou a potência média de 1.105,19 MW, o que representa um fator de capacidade de 89,2% considerando os 411 aerogeradores de todos os seus parques em operação.
Início das obras de Santo Agostinho
A implantação do Conjunto Eólico de Santo Agostinho registrou avanços nos últimos meses. Além da obtenção de todas as licenças de instalação e sete autorizações de supressão vegetal, possibilitando o início de algumas atividades, o empreendimento recebeu em julho a autorização de instalação do canteiro de obras. Com investimentos de R$ 2,3 bilhões, Santo Agostinho terá uma capacidade instalada de 434 MW, contando com 70 aerogeradores, e deverá iniciar a sua operação até março de 2023.
Segmento de transmissão de energia
No final do 2T21, a implantação do Sistema de Transmissão Gralha Azul atingiu 89% de avanço geral e a entrada em operação comercial da Linha de Transmissão (LT) 230kV – Ponta Grossa – São Mateus do Sul, está prevista para ocorrer em agosto de 2021, garantindo antecipação em relação ao prazo limite do contrato de concessão. Os testes, liberados pelo Operador Nacional do Sistema, iniciaram em 18 de julho.
No Projeto Novo Estado, localizado no Pará, onde mais de 8.500 profissionais estão mobilizados para a sua construção, lamentavelmente registramos, no dia 16 de julho, um acidente com sete vítimas fatais, todos trabalhadores da Sigdo Koppers Ingeniería y Construcción (SKIC), uma das líderes na América do Sul em execução de projetos de construção e montagem industrial de grande porte, e contratada pela Novo Estado Transmissora de Energia S.A. para execução das obras do trecho Norte do projeto.
Para garantir as melhores práticas de segurança e prevenir riscos de acidentes futuros, a Companhia está exigindo a inspeção e teste de 100% das fundações das torres de transmissão. Os trabalhos foram retomados gradualmente, inicialmente em atividades que não envolvem trabalho em altura ou com riscos elevados. A partir disso, também será possível determinar eventuais impactos no cronograma. Até o fim do 2T21, o avanço da implantação chegou a 84,5%.
Sobre a ENGIE
A ENGIE é referência mundial em energia de baixo carbono e serviços. Com seus 96.000 colaboradores, clientes, parceiros e stakeholders, o Grupo está comprometido em acelerar a transição para um mundo neutro em carbono, através do consumo reduzido de energia e soluções mais sustentáveis. Inspirada em seu propósito, a ENGIE concilia performance com um impacto positivo sobre as pessoas e o planeta se apoiando em suas atividades chave (gás, energia renovável e serviços) para oferecer soluções competitivas aos seus clientes. Faturamento em 2022: 93,9 bilhões de Euros.
No Brasil, a ENGIE, empresa líder em energia renovável do país, atua em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, transporte de gás e soluções energéticas. Com capacidade instalada própria de cerca de 10 GW em 77 usinas, o que representa cerca de 6% da capacidade nacional, a empresa possui 100% de sua capacidade instalada proveniente de fontes renováveis e com baixas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e a biomassa.
A ENGIE é também a detentora da mais extensa malha de transporte de gás natural do país, com 4.500 km, que atravessam 10 estados e 191 municípios, graças à aquisição da Transportadora Associada de Gás – TAG, concluída em 2020.Além disso, a ENGIE possui um portfólio completo em soluções integradas responsáveis por reduzir custos, emissões e melhorar infraestruturas para empresas, como ar comprimido, autoprodução solar local, biogás e biomassa, consultoria e gestão de energia, HVAC e subestações. Nas cidades, atuamos como parceira para tornar os espaços urbanos mais eficientes e sustentáveis, com soluções de iluminação pública, mobilidade elétrica e de district cooling.
Contando com 2.400 colaboradores, a ENGIE teve no país em 2022 um faturamento de R$ 12,8 bilhões.
A ENGIE está presente na B3 por meio de sua empresa de geração e comercialização de energia cujo ticker é o EGIE3. Na B3, a ENGIE integra o Novo Mercado, além de ser uma das únicas companhias listadas no Índice de Sustentabilidade Empresarial desde o início do ISE, em 2005. Em 2021, a B3 incluiu os papeis da ENGIE no Índice Carbono Eficiente (ICO2), composto pelas ações das empresas participantes do IBrX 100 que possuem maior transparência em relação ao reporte das emissões dos GEE e de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
O Grupo é negociado nas bolsas de Paris e Bruxelas (ENGI), sendo representado nos principais índices financeiros (CAC 40, Euronext 100, FTSE Euro 100, MSCI Europe) e índices não financeiros (DJSI World, Euronext Vigeo Eiris – Europe 120/France 20, MSCI EMU ESG screened, MSCI EUROPE ESG Universal Select, Stoxx Europe 600 ESG-X).