Lucro da ENGIE Brasil Energia cresceu 20% no segundo trimestre
Renováveis
Apesar do cenário econômico ainda instável, a ENGIE Brasil Energia apresentou diversos resultados positivos no segundo trimestre de 2018. O lucro líquido da Companhia foi de R$ 589,2 milhões (R$ 0,9026/ação), valor 20% superior ao do segundo trimestre de 2017. Outro indicador com crescimento favorável foi o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que alcançou R$ 1.217,9 milhões no 2T18, um aumento de 42,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.
“Os bons resultados se devem à capacidade de gestão do portfólio, à contribuição dos novos ativos – usinas hidrelétricas Jaguara e Miranda – e à melhoria da eficiência operacional”, informa o diretor-presidente da ENGIE Brasil Energia, Eduardo Sattamini. “Para o segundo semestre, esperamos manter um bom desempenho comercial, financeiro e operacional, bem como ampliar a contribuição de novos ativos e a carteira de clientes”. O executivo acrescenta que, no longo prazo, a Companhia pretende investir na comercialização varejista, na digitalização de processos e no alongamento do prazo médio de vencimento das concessões, por meio de novas usinas e linhas de transmissão. “Estamos olhando à frente de forma a nos antecipar, adaptar e liderar a transição energética”.
No 2T18, a receita operacional líquida da ENGIE Brasil Energia foi de R$ 2.135 milhões, um incremento de 26,9% (R$ 453,1 milhões) diante do valor apurado no 2T17. Foram vendidos no trimestre 9.582 Gigawatts/hora (GWh), ou 4.388 Megawatts (MW) médios, volume 7,9% maior que o comercializado no mesmo período de 2017. O preço médio dos contratos de venda de energia no trimestre foi de R$ 181,56 por MWh, 1,7% superior ao 2T17.
DEBÊNTURES DE INFRAESTRUTURA
Em substituição ao empréstimo ponte utilizado para a aquisição das concessões das usinas Jaguara e Miranda, a Companhia emitiu R$ 1,8 bilhão em debêntures para alongar o perfil de seu endividamento, por meio das suas controladas Jaguara e Miranda. E, em julho, a Companhia encerrou outra emissão de R$ 746 milhões em debêntures de infraestrutura, em duas séries, com vencimentos em sete e dez anos, cujos recursos foram alocados em Campo Largo, Jaguara e Miranda. “A resposta a essas emissões mostrou o reconhecimento do mercado em relação à qualidade da estrutura de financiamento montada para aquisição das usinas, pois as debêntures de Jaguara e Miranda tiveram demanda duas vezes superior à oferta e as da ENGIE Brasil Energia de 1,7 vez”, avalia Sattamini.
USINAS EÓLICAS
No segundo trimestre deste ano, o Complexo Eólico Trairi (CE) passou a ter a sua operação integralmente remota, sendo gerenciado a partir do Centro de Operação, na sede da Companhia, em Florianópolis. No dia 4 de julho, a Central Eólica Campo Largo VII, na Bahia, entrou em operação comercial, com a inclusão de 29,7 MW de energia renovável não convencional ao parque gerador. Umburanas, em fase de obras civis, entrará em operação no início de 2019. Os complexos Campo Largo I e Umburanas I, com capacidades instaladas em implantação, respectivamente, de 326,7 MW e 360 MW em suas primeiras fases, já recebeu R$ 766,7 milhões em investimentos apenas neste primeiro semestre de 2018. O cluster eólico da ENGIE na região tem potencial de 1,5 GW de capacidade total.
GERAÇÃO SOLAR
Um passo estratégico dado pela ENGIE Brasil Energia no contexto da transição energética foi a aquisição da totalidade das ações da ENGIE Geração Solar Distribuída, pelo valor de R$ 35,1 milhões.
DIVIDENDOS
O Conselho de Administração aprovou a distribuição de R$ 1.146,0 milhões aos acionistas sob a forma de dividendos intercalares, o que corresponde a R$ 1,7557267392/ação e a 100% do lucro líquido distribuível apurado no primeiro semestre de 2018. O pagamento desses dividendos será realizado conforme disponibilidade de caixa e de investimentos previstos durante o ano.