ENGIE investe e premia negócios de inovação social
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A ENGIE Brasil realizou nesta quarta-feira (02/04) o ENGIE Innovation Day 2018, que, em sua quarta edição, debateu a inovação social no país, seus impactos positivos nos negócios e premiou o projeto Enguia Social por sua ação nesse campo, com foco em eficiência energética para famílias de menor renda.
O CEO da ENGIE Brasil, Maurício Bähr, ressaltou, na abertura, o foco da companhia em inovação e tecnologias que visam o emprego maior de energias renováveis, soluções para bem estar da sociedade e segurança, bem como os projetos do grupo para desenvolvimento do empreendedorismo e da inovação, voltados para os públicos interno e externo.
O executivo mencionou inciativas da empresa como o sistema de semáforos inteligentes desenvolvido pela ENGIE em Niterói, o fornecimento de energia ao VLT Carioca e o desenvolvimento de tecnologias nas áreas de geração solar e eólica.
“Acreditamos, na ENGIE, que todos temos de fazer a nossa parte. Por isso, investimentos em energia limpa, descabornizando a nossa matriz, e em soluções para Cidades do Amanhã, dentro da nossa visão estratégica de digitalização e descentralização. Para tal, precisamos cada vez mais investir em inovação, em ideias, e o ENGIE Inovattion Day cumpre esse papel, premiando projetos com os quais possamos atuar em parceria.”
Ao final do evento, houve a premiação do projeto selecionado para participar doInnovation Week 2018, que acontecerá entre os dias 22 de maio e 01 de junho, em Paris. Trata-se do Enguia Social, uma spinoff da Casa do Futuro, voltada para a população de baixa renda, que por meio de plataformas digitais mede e propõe a redução de consumo das moradias, levando a população a ter mais consciência no campo de eficiência energética.
O projeto foi escolhido dentre os três finalistas: Projeto HomeCarbon, lidera por Rodrigo Lagreca; Projeto PW, de Rodrigo Ferreira, e o vencedor Projeto Enguia Social, de Rosana Corrêa e equipe.
Os três atenderam aos requisitos do prêmio: ser um projeto de inovação social, com impacto positivo para a sociedade e retorno para os empreendedores, e estar atrelados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidades, como garantir o acesso de todos a serviços energéticos confiáveis, sustentáveis e modernos a um custo acessível.
DEBATE
Em palestra para o público do evento, o economista Eduardo Giannetti, da USP, destacou as transformações da sociedade brasileira, com foco nas mudanças demográficas, e a necessidade de o país se preparar para o fim do chamado “bônus demográfico”, por meio do uso da inovação e da tecnologia a fim de ampliar a base produtiva do país e melhorar a inserção brasileira no comércio global.
“Só vamos deixar a armadilha de sermos um país de renda média se investirmos em exportação de bens e serviços, com investimento em capital humano, inovação, tecnologia. A onda digital veio e transformou setores como hotéis, transporte e outros. É uma importante ferramenta para a inclusão social e o desenvolvimento de política públicas também”, disse.
Na sequência, um painel debateu exemplos de sucesso no campo da inovação social, ou seja, negócios que geram lucro e impacto social positivo. Participaram a mediadora Fernanda Borhnhausen Sá, fundadora e CEO da Clear Inovação, idealizadora do Social Good Brasil; Tomás de Lara, Colíder Cidades+B, cofundador e co-chair do Colaboramerica; Maure Pessanha, co-empreendedora da Artemisa; Daniel Izzo, Co-fundador e CEO da Vox Capital, Gil Maranhão, Diretor de Estratégia, Comunicação e Responsabilidade Social Corporativa da ENGIE Brasil, além dos convidados Hamilton Henrique, fundador do Saladorama e Axel Grael, presidente do Instituto Rumo Nautico.
Foram apresentados cases de inovação social em energia, microcrédito, saúde, educação, sempre com uso de com uso de tecnologia digital.
Maranhão ressaltou que a “questão social é muito presente na avaliação de projetos da ENGIE, que busca parceiros para fazer mais do que preveem as contrapartidas das licenças em todos os empreendimentos onde atua, promovendo o desenvolvimento socio-econômico regional, com segurança e respeito ao meio ambiente”.