ENGIE arremata concessão de linhas de transmissão, com investimento previsto de R$ 2,017 bilhões
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A ENGIE arrematou, nesta sexta-feira (15), o Lote 1 no leilão de linhas de transmissão, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A empresa venceu a disputa ao oferecer um deságio de 35% frente à menor receita anual permitida pela agência reguladora.
O empreendimento vai demandar R$ 2,017 bilhões em investimentos, com a estimativa de geração de mais de 4.000 empregos diretos. As oito novas linhas de transmissão e trechos complementares que integram o lote, localizados no Paraná, têm 1.146 km de extensão. O conjunto prevê ainda a instalação de cinco subestações de energia.
O prazo da concessão do serviço público de transmissão, incluindo construção, montagem, operação e manutenção das instalações de transmissão será de trinta anos, a contar da data de assinatura do contrato de concessão.
O investimento da ENGIE nesse novo segmento para a empresa, a transmissão de energia, está alinhada com o objetivo da companhia de diversificar as atividades do Grupo no país.
Os empreendimentos se enquadram ainda em um dos principais pilares da ENGIE no mundo, que é liderar o processo de transição energética com foco em energia renovável.
“Enxergamos a oportunidade de ampliar e diversificar a nossa atuação no país e entrar no segmento de transmissão, que, com o reforço de novas linhas, melhora a eficiência energética do setor – uma das premissas básicas da ENGIE em seus investimentos”, disse Maurício Bähr, CEO da ENGIE no Brasil.
O executivo destacou ainda que, ao transportar de modo mais eficiente a energia elétrica, as linhas de transmissão contribuem para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Por isso, são elegíveis para fazer parte de portfólio de Green Bonds emitidos pelo Grupo.
Segundo Bähr, a ENGIE estudou detalhadamente todos os lotes de linhas de transmissão disponibilizadas para concessão a fim de identificar e mapear a atratividade de cada um deles e seus impactos ambientais.
A ENGIE reitera que manterá o interesse em novas oportunidades de investimento em transmissão, bem como em geração de energia renovável.